quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

E, em 2014/12/31 depois de CRISTO

 

 
OUVE AGORA O MICHIO KAKU EM 2011 d. Cristo
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sábado, 27 de dezembro de 2014

CAVACO PRUDENTE OU TEMEROSO?


Durante várias décadas de vida, tenho assumido como regra comportamental que as autoridades, principalmente as que foram eleitas pelos cidadãos, devem ser por estes tratadas com o maior respeito e a máxima deferência.

Nesse conceito, enquadra-se o Supremo Magistrado da Nação que, por definição, deve considerar-se apenas limitado pelo texto da Constituição da República, interpretado com o bom senso e a prudência que deve estar sempre no espírito de uma pessoa que ousou candidatar-se ao cargo e obteve a eleição pelos votos da maioria dos cidadãos que votaram de forma útil.
Por isso, pode ficar-se chocado com o título da notícia «Cavaco é um vice-primeiro ministro e não um Presidente da República».

Mas como não há fumo sem fogo, devemos procurar os motivos que levaram a autora, eurodeputada também eleita por eleição legal, a fazer afirmação tão ousada. E deparamos com palavras do PR como as seguintes «Portugal tem ainda à sua frente grandes desafios muito exigentes. Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro. É uma ilusão pensar que os problemas do país estão resolvidos. Tal como é uma ilusão pensar que os problemas podem ser resolvidos num contexto de facilidades»

Declara,assim, que o Governo não resolveu os problemas do país. Nisso, está em concordância com a opinião de Bruxelas: /«Outro problema para a troika é o programa de reformas estruturais. Para Bruxelas, o ímpeto do reformista está a abrandar consideravelmente e mal, porque a economia portuguesa precisa de continuar o seu ajustamento na visão de Bruxelas, e, em alguns casos, estarão mesmo a ser revertidos os resultados de algumas das reformas colocadas em curso.»

E que apesar de vários anos de dura austeridade, repetidamente agravada, afirma claramente que «Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro». Um cidadão medianamente informado perguntará, qual o motivo de o PR não ter decidido eleições antecipadas. Pode ter havido um de dois tipos de raciocínio.

O primeiro, de extrema prudência e sensatez, porque pode ter pensado que as eleições representariam paragem na vida nacional e despesas, sem garantia de que delas resultasse um governo menos mau.
O segundo, de temeridade e falta de ousadia para arriscar essa paragem e despesa, com receio de que resultasse um governo pior, o que parece ser de grande improbabilidade.
Daqui que o artigo inicialmente referido tenha insinuado uma submissão ao Governo, como se fosse um seu vice-PM. Claro que isso não passa de uma forma hiperbólica e irónica como é frequente acontecer na nossa política de discutível qualidade.

Mas Cavaco manifesta-se contra o medo da mudança, a qual é meritória e indispensável para não continuarmos cristalizados numa austeridade por teimosia que já mostrou a sua ineficácia, por não ter efectuado a prometida Reforma Estrutural do Estado, entre outras coisas, com redução da burocracia ao mínimo indispensável, o que evitaria as falhas de um programa que estão na origem da operação Labirinto, que tornaria desnecessário o desbarato do património Nacional, das joias da coroa e a privatização de empresas símbolos de soberania, criado mais milionários e empobrecido maior número de cidadãos desprotegidos. E isso demonstra que o PR, em vez de se mostrar solidário com o Governo, devia tê-lo criticado e ter-lhe dado um puxão de orelhas e colocado de pé voltado para a parede.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O MAIOR ATRACTIVO SERÁ A EXPLICAÇÃO DOS RESULTADOS


O artigo «Discurso de Passos marcado por uma palavra até agora proibida: "Optimismo"»  de Susete Francisco, publicado no Ionline, em 25 de Dezembro, pode suscitar reflexões parecidas com as seguintes:

NUM DISCURSO NESTA QUADRA DO ANO E A POUCOS MESES DE ELEIÇÕES, é difícil a um líder partidário, na função de PM e candidato à continuação nas funções, não adornar as suas palavras com ramos floridos de optimismo, esperança e confiança.

Mas, como tais promessas fantasiosas já foram, durante cerca de 4 anos, proferidas em vão e anuladas poucos dias depois, será melhor desistir de fazer promessas e, em contrapartida, falar dos RESULTADOS obtidos durante este mandato na MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO, nos sectores de Saúde, Educação, Justiça, Ordem Pública, Emprego, apoio a crianças, a idosos, reformados e deficientes, etc. O povo sacrificado pela austeridade, que ainda não parou de se agravar, deve ser informado dos dividendos obtidos do investimento de sacrifício que foi obrigado a fazer, ou saber se do seu sofrimento apenas resultou a produção de mais milionários, mais corrupção, etc, para benefício sempre dos mesmos.

Mas essas explicações dos resultados devem despir-se de habilidades de linguagem e ser claras, verdadeiras, para todos os portugueses compreenderem e poderem tirar as suas conclusões. Cada um vive com as conclusões que tira da informação que obtém e já não confia nas conclusões tiradas por pessoas que são parte do processo. Por lei, o arguido está autorizado a mentir e, por isso, a sua palavra não constitui prova da sua inocência.

Por favor, Sr PM mostre os resultados reais, bem visíveis e inequivocamente demonstráveis das medidas que tomou com o dinheiro que nos sacou em cortes diversos, supressão de subsídios e outros apoios, aumentos de impostos, etc, etc. Qual a melhoria da QUALIDADE DE VIDA dos mais pobres e desfavorecidos?

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Governar é decidir e decidir é pensar


É preocupante que alguns governantes, políticos e comentadores submetam a sua argumentação, teimosamente, a citações de ideólogos que, sendo pensadores respeitáveis e a quem o mundo muito deve, ao fim e ao cabo, emitiam opiniões válidas sintonizados para a sua época. Trata-se de indicação do azimute a seguir para chegar a uma finalidade, mas que não dispensa de ajustes pontuais adequados aos obstáculos encontrados no itinerário.

É vulgar ouvir-se que «cada caso é seu caso» e uma solução pode resultar numa situação, mas raramente pode obter o mesmo êxito em caso parecido mas diferente em pormenores que parecem diminutos.

Por isso, há que analisar cuidadosamente os problemas e os seus diferentes factores, a fim de os equacionar com realismo e obter a melhor solução possível, como se diz em «pensar antes de decidir» . Só assim se obterá o melhor resultado possível com vista a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos amanhã, num futuro mais ou menos distante.

Não há ideologias milagrosas, nem soluções imutáveis e permanentemente válidas. A confirmar estas palavras, merece ponderação a afirmação de um deputado, «Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força», que mudou de opinião perante as realidades com se tem defrontado.

Um ministro não pode estudar com a necessária profundidade cada assunto que tem de decidir e, por isso, dispõe de assessores que devem se nomeados pela sua preparação e capacidade para serem colaboradores válidos e não apenas por compadrio como refere um artigo do Público do início do ano corrente que se intitula «Estudo mostra que boys ajudam a controlar administração pública».

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domingo, 16 de novembro de 2014

BPN(s)BES(s)NEGOCIATAS GOLD(s)

O que têm sido os DESgovernos deste País à beira mar plantado
L  L  L  L  L  L  L  L
E… CLARO ESS(t)A “gente” ( VAMPIROS COMO DIZIA O ZECA ) comem (roubam) tudo e não vão deixar nada !
 

 
 
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 VÊ COMO TODOS  “eles” SE ENCAIXAM 
( Salvaguardo Mª de Lurdes Pintassilgo após os governos provisórios)
E,  CONTINUA A MESMA VEREDA MUITOoooooooooo NEGRA



PAGOS POR TODOS NÓS para “eles”

TODA A GENTE OUVE e… NINGUÉM FAZ NADA L

sábado, 1 de novembro de 2014

Fiscalidade Verde / MAIS UM ROUBO

A proposta de fiscalidade verde, num país que provoca emissões de CO2 na ordem dos 0,4 %  dos 14% dos Países Europeus a que correspondem aos 100% a nível Planetário.
Podemos concluir que Portugal emite então menos de 2 em cada 10.000  e sabendo que o CO2 representa 0,03% da atmosfera ( 3 em cada 10.000 ) como explica, o menino  Jorge Moreira da Silva e C.la, mais este roubo aos contribuintes portugueses ???
Akinori Ito, já em 2000 D. C. fazia a conversão de 1kg de plásticos em 1l de combustível, mas os DESgovernantes Planetários estão a MENTIR-TE CONSECUTIVAMENTE e NADA FAZEM PELO PLANETA, a não ser destrui-lo e destruir-te  L  

ACORDA

Mesmo para quem não percebe japonês ou inglês, vale a pena ver o vídeo e tirar conclusões


“simplesmente”

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O KRATINHO KRETINO + kavakinho

(Original "O Pato" cantado por João Gilberto)
Música - Jaime Silva / Letra - Neuza Teixeira


VÍDEO:
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Adaptação da Letra - Nuno Gomes dos Santos
Voz de Carlos Mendes

terça-feira, 28 de outubro de 2014

… 28 de Outubro …

O teu azulejo continua lá em casa da mãe.
 
Pai, mais um dia em que farias anos, neste AGORA.
Como eu sei que pensavas assim; SINTO que não tiveste medos ao partires.
E… sinto-te tão perto de mim…
 
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Um beijo e obrigado.
      AMO-TE.
                           O teu filho terreno.
                                                                J.P.  (tal como tu)
 

domingo, 19 de outubro de 2014

Os humanoides, o dinheiro e o Planeta


Vírus do Ébola é mais uma Farsa Global

Heis um relato de um Africano chamado “Nana Kwame”, em que afirma que existem outras razões para esta euforia do vírus Ébola.
Heis o relato
As pessoas do Mundo Ocidental precisam de saber o que está a acontecer na África Ocidental.
ELES ESTÃO A MENTIR!
O “Ébola” como vírus NÃO existe aqui e NÃO está a ser “disseminado”. A Cruz Vermelha trouxe uma doença a 4 países específicos e por 4 razões específicas e só é contraída por aqueles que recebem tratamentos e injecções que provêm da Cruz Vermelha. Por essa razão, Liberianos (Libéria) e Nigerianos (Nigéria) começaram a expulsar a Cruz Vermelha dos seus países e a relatar a verdade.
Razões:
A maioria dos blogs de noticias alternativas realçam logo a “Despopulação”, o que sem dúvidas está na mente do Ocidente quando vêm a África. Mas asseguro-vos que a África NUNCA poderá ser despovoada matando 160 pessoas por dia quando nascem milhares diariamente, portanto as verdadeiras razões são muito mais tangíveis.
Razão nº1: Esta doença que foi implementada através de vacinas “chamada” Ébola,  foi introduzida na África Ocidental com o objectivo final de trazer tropas às terras da Nigéria, Libéria e Serra Leoa. Como recordam, estávamos a tentar entrar na Nigéria para revelar a mentira sobre “Boko Haram”, mas acabou por não se concretizar quando os Nigerianos começaram a dizer a verdade. NÃO EXISTEM MENINAS PERDIDAS. O apoio mundial caiu por terra e foi necessária uma nova razão para trazer tropas à Nigéria e roubar as novas reservas de petróleo que foram descobertas.
Razão nº2: Serra Leoa é a maior fornecedora de diamantes do mundo. Nos últimos 4 meses os escravos mineiros têm estado em greve, negando-se a escavar os diamantes devido às HORRÍVEIS condições de trabalho e aos salários de escravos. O Ocidente não pagará um salário justo pelos recursos porque a ideia é manter essa gente a sobreviver à base de arroz e ajuda estrangeira – sempre dependentes, de maneira que esses povos permaneçam como uma mão de obra barata para sempre.
Outra razão para trazerem as tropas à Serra Leoa é para OBRIGAR o fim da greve dos mineiros de diamantes. Esta não é a primeira vez que fazem isto! Quando os mineiros param de trabalhar, enviam tropas e se tiverem que os matar a todos e substituí-los, assim o fazem. O único desejo é ter os diamantes a fluir para fora do país. É claro que, para lançar várias campanhas para invadir esses países separadamente seria muito suspeito. Mas algo como o “Ébola” permite acesso completo à área simultaneamente.
Razão nº3: Além de roubarem indiscriminadamente o petróleo Nigeriano e de forçar a Serra Leoa para que volte à mineração, também foram enviadas tropas para OBRIGAR à vacinação (veneno mortal “Ébola”) nos Africanos que não são suficientemente tolos para aceitar voluntariamente.
3.000 soldados estão a ser enviados para cá para assegurar que este “veneno” continue a espalhar-se, porque – REPITO – espalha-se apenas pela vacinação – isto devido ao facto de este vírus ser unicamente transmissível por mucosa, sangue, como a Sida.
Enquanto mais e mais artigos de notícias são publicados, informando o público sobre as mentiras e manipulação dos EUA, mais e mais Africanos estão a rejeitar a visita da Cruz Vermelha. As tropas obrigarão à implementação das vacinas nas pessoas para assegurar a aparição visível de uma “pandemia Ébola”. Além disso, eles protegerão a Cruz Vermelha dos Liberianos e Nigerianos que os estão a expulsar, com toda a razão, dos seus países.
Razão nº4: O Ébola é susceptível a balas? Ridículo. E por último, mas não menos importante, a APARIÇÃO desta “pandemia” Ébola será usada para assustar incontáveis milhões de pessoas para que aceitem a “vacina contra o Ébola”, o que na realidade É A PANDEMIA.
Eles já iniciaram a história de como o Ébola foi levado para os EUA e como já apareceu em Dallas, de como médicos brancos foram curados mas não são permitidos aos negros infectados receber o tratamento, etc. Tudo o que será feito é fazer com que os negros LUTEM para obter a vacina, porque parece que a “CURA” está a ser mantida longe dos negros. Eles correrão em massa para obtê-la e logo haverão graves problemas.
Com tudo o que vimos revelado sobre as vacinas este ano vocês podem pensar que aprendemos a nossa lição. Tudo o que posso dizer é esperar que assim seja, porque eles dependem altamente da nossa ignorância para completar os seus planos.
Perguntem-se a si mesmos se o Ébola realmente espalhou-se de pessoa a pessoa, em vez de se ter propagado de forma controlada através de vacinação, e PORQUE é que o CDC e o governo dos EUA continua a permitir voôs dentro e fora desses países, absolutamente sem nenhuma regulamentação?
Temos que começar a pensar e compartilhar informação mundialmente porque eles não nos dão a verdadeira perspectiva das pessoas que vivem aqui na África Ocidental. Eles estão a mentir para o seu próprio benefício, e não existem vozes suficientes para ajudá-los a compartilhar a sua realidade.
Centenas de milhares foram assassinados, paralisados e incapacitados por essas e outras “novas” vacinas por todo o mundo, e finalmente estamos a ficar conscientes disso.

 
 


Agora, TU o que fazes com esta informação ???
“simplesmente” o

Links:

ACORDA

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

... As múmias entre URINA e FEZES ...


Quando o teu ego tentar “pensar” como estes (h)omens …
LIBERTA-O LOGO !
Afasta-te d’eles.
 

Tu és o Oceano e ao mesmo tempo uma gota no Oceano.
TU és o Universo assim como uma parte do Universo.
Larga o controlo.
O Oceano sabe onde te levar.
                                                                     “simplesmente” Zé

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Os BICHOS (h)omens e SOCIEDADE

Dia 22 de Agosto deste ano, o SENHOR e HOMEM João Soares escreveu neste blogue:
“[…] Numa visão superficial, um tanto pessimista pode fazer recear que o futuro está muito comprometido, porque o mal está generalizado e a humanidade está em decadência. Já aparecem muitos vídeos a mostrar que os animais “ditos irracionais” agem, quer isoladamente quer em família ou em grupo, com mais racionalidade, solidariedade e humanidade do que os humanos que se arrogam o título de racionais.[…]”
A 31 de Julho eu tinha escrito A CORRUPÇÃO DA(s)  GUERRA(s)
e um dos comentários foi este:
A Guerra é um negócio para o “complexo industrial militar”. A indústria de armamento não pára de inovar os seus produtos e as fábricas não fecham. Pressiona governos e grupos de rebeldes, pelo mínimo pretexto, a gastarem os seus produtos.
Não há governos de grandes potências que resistam aos lobbies de tal indústria, que, no seu marketing, usam palavras como patriotismo, estabelecimento da paz e da ordem, defesa de direitos das pessoas, garantias de utilização dos recursos naturais, etc, etc. E NÃO existe um poder internacional que consiga vencer tais pressões convencendo os governos a resolver os seus diferendos pelo diálogo, directo ou por meio de intermediários. A humanidade está sujeita as ambições de pessoas degeneradas pela ambição ilimitada de mais dinheiro.

FOTOS MUITOoooooooooooooooooooooooooooooooooooo CRUEIS
 
Fotos de Jacek Morawa, a quem agradeço as fotos que posso divulgar com o intuito de mostrar a crueldade e louCura do bicho (h)omem e… para que os HOMENS com H maiúsculo REALMENTE PENSEM !  “simplesmente” o Zé
 
 
 









 






 
 

COM HOLOCAUSTOS PERMANENTES, provocados por bichos (h)omens sem escrúpulos, ESTA SOCIEDADE PUTREFACTA TEM MESMO QUE ACABAR !!!

 
 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

... A VERDADEIRA GUERRA ...

Trata-se de um tratado dito de “livre comércio” entre os EUA e a UE e que é conhecido por várias designações. Nos EUA é conhecido por TAFTA (Transatlantic Free-Trade Agreement) e na Europa por TTIP (Transatlantic Trade and Investmernt Partnership).
Em Portugal os termos oscilam entre Parceria e Tratado Transatlântico e já há comentadores que o classificam como o mais abrangente tratado do género em toda a história.
Contexto: Tendo o projecto europeu atingido um impasse quase total devido à desindustrialização acelerada, à quase estagnação económica, ao elevado desemprego, precariedade e austeridade, acentuou-se a desigualdade e o conflito entre um directório todo-poderoso e as várias periferias em empobrecimento rápido. O projecto aproxima-se da desintegração acentuada pelos numerosos escândalos financeiros a envolverem quase todos os principais bancos e, deixou de ser possível às elites aliciar os cidadãos para o seu aprofundamento, esgotados que estão os propalados paraísos iniciais do projecto.
Por outro lado, a economia americana também patina em graves problemas semelhantes, tendo o desemprego real chegado aos 27%, mau grado os permanentes estímulos da Reserva Federal. Nesta situação complexa, os interesses corporativos precisavam elevar a fasquia a novos paradigmas de poder para prosseguir as suas estratégias e continuar a aumentar insaciavelmente os lucros, agora a uma escala global. O Tratado Transatlântico corresponde exactamente a este paradigma, já que visa, não o livre comércio, mas sim o alargamento e a salvaguarda dos lucros das grandes corporações, colocando-os fora do alcance de todas as instâncias de poder actuais, quer sejam estados, grupos de estados, ONU, tribunais internacionais ou quaisquer outras. Com o fito de agilizar o comércio entre os dois lados do Atlântico, o Tratado procura pulverizar todas as barreiras legais que o condicionam, sejam elas direitos dos consumidores, direitos laborais, normas de saúde pública, activos e empresas estatais, protecções ambientais, privacidade e liberdade na Net, políticas públicas relativas a medicamentos, mineração, infraestruturas, combustíveis, agricultura, etc. Como as normas americanas são muito mais permissivas, o Tratado visa harmonizar por baixo todas elas. Mas para além das disputas sobre a harmonização tarifária e não tarifária, o Tratado inclui um capítulo essencial designado por ISDS (Investor-to-State Dispute Settlement), já aplicado em outros tratados e que visa resolver os conflitos entre os investidores e os estados, sempre que os primeiros vejam ameaçados os seus lucros presentes ou futuros por decisões políticas dos governos. Um exemplo recente sucedeu no Egipto, quando o governo decretou o aumento do salário mínimo. A multinacional francesa Veolia protestou e foi recompensada com uma indemnização de muitos milhões, uma vez que essas disputas são dirimidas em tribunais especiais de cuja decisão não há recurso nem instância superior a que recorrer.
É fácil concluir que, sendo as normas ambientais, de salvaguarda da saúde pública ou do trabalho destinadas a proteger os cidadãos e suas vidas, o seu desmantelamento produzirá as mais graves consequências. A proliferação de carnes com excesso de hormonas e antibióticos, os alimentos geneticamente modificados, o excesso de fertilizantes e pesticidas químicos e outros procedimentos lesivos por parte dos gigantes do agro-business, terão efeitos perniciosos na saúde pública, fazendo disparar as patologias, alergias e as mais diversas doenças. Os governos estarão totalmente manietados e impossibilitados de agir na defesa do interesse comum.
Por outro lado, as grandes empresas farmo-químicas tencionam reforçar as patentes dos principais medicamentos de referência de modo a fazer disparar o seu preço e a restringir bastante os genéricos. Neste panorama, os serviços estatais já não poderão suportar esses custos acrescidos.
Um outro campo de conflito respeita à liberdade e privacidade na utilização da Net, grandemente ameaçadas pelas grandes operadoras como a Amazon e outras.
Estes são apenas alguns dos aspectos em discussão nas negociações que decorrem no maior secretismo. Não se pode compreender nem aceitar que, sendo os  propalados benefícios do Tratado tão generosos (segundo a imprensa da direita), tudo continue a ser negociado no segredo dos gabinetes, longe do olhar do público e até dos políticos, sem qualquer resquício de transparência.
Não podemos esquecer que o TTIP se articula com outros tratados semelhantes como o Transpacífico que agrega uma dúzia de países da zona Ásia-Pacífico, o CEPA que inclui o Canadá e a UE e o TISA que inclui os EUA, a UE e uma vintena de países terceiros. Trata-se portanto de uma estratégia global, tendo como objectivo a constituição e legitimação de um novo paradigma de poder absoluto ilimitado, sem rosto e sem centro que fará com que os valores da cidadania, da democracia, da soberania e da própria liberdade passem a fazer parte do passado.
Lembramos ainda que os estudos já publicados sobre os impactos do Tratado se baseiam em modelos matemático-económicos e em cenários de base bastante questionáveis, assumindo a maioria que os actuais níveis do desemprego se vão manter, que os orçamentos dos estados são sempre equilibrados e que as medidas a aprovar só têm impactos positivos, minimizando ou até ignorando por completo os elevados custos dos ajustamentos pretendidos, sobretudo no curto prazo. Assim, é natural que os resultados surjam positivos para os PIB. Curiosamente, a imprensa não se refere ao facto de os propalados benefícios só ocorrerem plenamente após o longo período de transição (10 a 20 anos), claro indicador do seu caracter extremamente marginal. Do mesmo modo nada se diz sobre a distribuição desses supostos benefícios que, a existir, se repartiriam de modo bastante assimétrico, com vantagem evidente para as empresas e economias mais robustas e em detrimento de todas as outras

Face a esta ameaça, os cidadãos de todos os países precisam unir-se numa luta comum contra esta verdadeira guerra comercial.