domingo, 1 de janeiro de 2012

Valerá então a pena protestar?

Está à vista de qualquer um que a atual resistência política adquiriu duas novas vertentes. O célebre grito marxista “Proletários de todo o mundo, uni-vos” foi substituído pelo ainda minoritário clamor “Cidadãos de todo o mundo, uni-vos !
A resistência tornou-se global, num processo coevo à diluição das soberanias nacionais. Por outro lado, esta mesma resistência tende a escapar à tradicional formatação institucional, isto é, tende a escapar ao controlo e organização das institucionais estruturas sindicais e partidárias. Parte de grupos de cidadãos, de estudantes, de trabalhadores não sindicalizados, muitas vezes precários, e tece-se na partilha e criação de informação alternativa, na organização de grupos de contestação, de manifestações e concentrações, através das novas tecnologias da informação.
Na minha opinião, esta nova realidade dá expressão a um postulado ético, anterior a qualquer consideração política. Dá expressão à efetiva emergência do “eu” no cenário sub-repticiamente totalizante acima descrito. Por outras palavras, creio que assistimos à crescente perceção de que o comportamento “justo” não reside tanto na concorrência entre indivíduos, mas sobretudo na sua cooperação; na cooperação para o encontro de soluções que sirvam as comunidades. O protesto político assume assim uma dimensão ética.
Inevitavelmente, o espírito cooperante e a dimensão ética do protesto, serão acompanhados pela crescente perceção de que o poder reside efetivamente no cidadão, que voluntariamente e apenas voluntariamente opta (ou não) por delegá-lo a determinados representantes políticos, sejam eles governantes, partidos políticos ou sindicatos.

Respondendo à questão, eu diria em jeito de conclusão:
Se as manifestações que hoje tomam forma nas ruas de quase toda a Europa não mudarem o curso das opções políticas e económicas que estão hoje em jogo no tabuleiro do mundo, contribuirão seguramente para revolucionar o ambiente social descrito nos primeiros parágrafos; contribuirão para reforçar a perceção do poder que a cada um cabe como membro de uma comunidade; contribuirão para potenciar a dimensão ética da ação política – a exigência de justiça social e a procura de alternativas aos modelos políticos e económicos vigentes. Servirão, em suma, para a recuperação da ameaçada dignidade de cada um e servirão de aviso:

A servidão voluntária não é eterna.

E… já servirão é muito.

O HOMEM DEVE SER UM SER LIVRE !

Os portugueses do Club Bilderberg

Recordando:
BILDERBERG Durão Barroso será o nosso homem na Europa
Teixeira dos Santos e Paulo Rangel convidados para clube secreto
 
Veja os vídeos:

http://youtu.be/twP1EsddH5Y

1 comentário:

  1. Pois não.
    Ser servil toda a vida cansa. vermos os nossos direitos e a nossa dignidade amesquinhada no dia a dia, cansa...
    Ver todas as nossas pequenas conquistas serem usurpadas, dói e depois revolta.
    Como diz Sophia: Porque todos se calam mas tu não.
    Nós não nos podemos calar, e sim, tens razão. É necessário a união entre os povos, entre os cidadãos.
    Gaby

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